8.7.09
Sombras da Alma - DVD: LAMPEJOS
A peça “Sombras da Alma” é uma das cinco peças do Novo DVD LAMPEJOS, uma parceria da Terra dos Palhaços e JV na Estrada.
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7.7.09
Podcast JVnaEstrada.com #006: Curtindo a Vida Adoidado!

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1.7.09
Vencedores que não ganharam

Na minha adolescência jogava basquete na escola, eu era ala-armador. Pelo menos achava que era, mesmo sendo banco. Lembro-me que, certa vez, minha escola tinha ganho o campeonato da minha cidade e estávamos jogando entre cidades. Naquela tarde fomos jogar em uma cidade rival, vizinha a nossa. Ia começar o segundo tempo e o técnico falou que eu ia entrar. Fiquei muito nervoso, pois tínhamos que ganhar aquela partida.
O basquete não é como o futebol que, quando vai começar, cada time fica de um lado da quadra, ficam todos misturados. Quando a bola foi jogada para o alto, o meu time pegou a bola, um foi passando para o outro e de repente o melhor do nosso time me olhou nos olhos e me passou a bola com tudo. Não pensei duas vezes, sabia que meu alvo era ganhar, por isso peguei aquela bola e sai em disparada em um contra ataque. Quando passei o meio da quadra e olhei para trás para ver onde estava o meu marcador, vi os dois times parados olhando para mim com um ar de quem não estava entendendo nada. Quando reparei estava correndo para a cesta errada, para minha própria tabela. Que vergonha foi a vaia que tomei naquela tarde.
Sempre me ensinaram que ganhar deveria ser o meu foco, até mesmo na igreja. Pois afinal de contas “somos mais que vencedores em Cristo Jesus”(Rm 8:37).
Sempre entendi que ser mais que vencedor, era ser um SUPER vencedor, um vencedor incontestável, um cara que ganha com uma vantagem incontestável. Mas o problema é que, não só no basquete, mas em todas outras áreas na minha vida eu não era assim. Ao contrário, era mediano em muitas e em outras, um desastre.
Com esta pressão, focava minhas forças ainda mais na vitória, em ganhar e ser o melhor. Para o meu desespero, em meus pontos fracos, me afundava ainda mais.
Foi quando li uma outra passagem de Paulo em que, no final de sua vida, ele fala “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. (IITm4:7)”. Preste atenção, pois Paulo não fala ganhei o combate, ganhei a corrida e movi montanhas com a fé.
Ai eu entendi, que para Paulo, ser mais que vencedor é ser vencedor na derrota, nas dificuldades.
Nunca me esqueço quando o maratonista Vanderlei Cordeiro foi agarrado por um fanático nas olimpíadas e perdeu a medalha de ouro. Todos ficaram indignados e reclamaram muito, queriam até uma segunda medalha de ouro para ele. Mas ao ser entrevistado parecia que nada tinha acontecido, ele estava tão feliz por ter chegado em terceiro lugar agradecendo a todos que tinham ajudado ele a chegar lá. É tão constrangedor e bonito a atitude de felicidade de alguém que acabou de perder.
Nos dois contextos Paulo está descrevendo perseguições, dores, momentos de humilhação e até derrota. Mas quando ele olha para o amor de Cristo Jesus percebe que mesmo com tudo isso, somos mais que os vencedores das corridas e das lutas, somos vencedores que não ganharam.
Se entendermos isso, não focaremos a nossa vida no golpe final da luta, tampouco em ter uma fé poderosa ou em chegar primeiro na linha de chegada. Mas sim em correr direito passo a passo fazendo a sua parte. Sem soberba, mas com o sorriso no rosto de quem já ganhou independente do resultado.
24.6.09
Podcast JVnaEstrada.com #005: Hedonismo - A Busca Insaciável pelo Prazer.

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22.6.09
O Pai Amoroso - Lc.15

`
Quadro: O Filho Pródigo de Rembrandt.
Esta foi a mensagem que mudou minha vida, e por isso que a prego sempre.
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"Pecado é tentar ser senhor e salvador da própria vida"
"Jesus mostra que ha duas formas de estar perdido: o imoral (filho mais novo) e moralista (filho mais velho).
"Os moralistas dizem que as pessoas boas estão dentro e as mas estão fora; os professores das faculdades dizem que as pessoas de mente abertas estão dentro e as de mente fechada estão fora. O evangelho diz que os que pensão que são bons estão fora e os que tem certeza que são maus estão dentro."
"Quando as coisas não vão bem na sua vida é porque Deus não cumpriu com que ele tem que fazer ou porque você não esta sendo bonzinho o suficiente. Ai a ira vem!"
"O religioso faz para conseguir as coisas de Deus, o cristão obedece para agradecer a Deus."
"O evangelismo do irmão mais velho: Você vai pro inferno e eu tenho prazer em dizer isso."
"A parábola aponta para um terceiro filho"
15.6.09
Bodas de Prata no namoro.

Estamos vivendo um problema que não lembro de ter lido algo parecido na história e, como tudo que é novo a igreja demora anos para assimilar, não estamos sabendo tratar o assunto como deveríamos.
Estou me referindo aos namoros de hoje.
Os jovens, ou melhor, os adolescentes estão começando os namoros mais cedo. Os meus pais começaram a namorar com 16 anos, o meu primeiro beijo foi dado com 14 e hoje já é comum ouvir entre os adolescentes que o primeiro beijo foi dado aos 10 anos.
Nem quero entrar no âmbito da precocidade dos adolescentes, que isso é uma outra questão a se tratar.
O problema não está apenas no começo do namoro, mas também no fim dele. A nossa sociedade capitalista e triunfalista nos formatou da seguinte forma: o certo é casar depois que a vida estiver estável financeiramente. Os meus pais se casaram com 19 anos, a minha geração se casou com 25 e agora a maioria está se casando com 28, 30 anos.
Está posto à mesa um problema que não se viu antes, a fase de namoro de uma pessoa deu um salto de 4 anos a 20 anos em pouco mais de uma geração. Logo vamos falar em bodas de Prata no namoro.
E quanto a nós, cristãos conservadores, que acreditamos que o sexo é para o casamento?
Um adolescente recebe, desde os 10 anos, uma carga grande entre os amigos para namorar, ouve na igreja para se abster do sexo e ouve dos pais para nem pensar em casar antes de se formar na faculdade.
Soluções como a proibição dos pais ao namoro até certa idade já se mostrou apenas um combustível altamente inflamável para os adolescentes. A proposta dos líderes de jovens para um namoro sem nenhum contato físico, a corte, não foi aceita pela maioria e acabou gerando muitos fariseus legalistas e mentirosos entre seus membros.
Em uma coisa acredito que todos concordam, no “carro chamado intimidade” no namoro não existe marcha ré.
A pergunta é: o que se deve ensinar para esta geração chegar ao casamento sem transar?
Tenho viajado o Brasil todo, ouvido e visto de tudo.
A maioria prefere ignorar o problema e continuar falando genericamente do assunto, outra parte quer ensinar baseado em um pecado: o medo.
Colocam medo nos adolescentes, além de mandarem para o inferno os que caíram, gastando horas mostrando que as meninas podem engravidar, pegar uma doença fatal, e a mais usada, pode criar traumas que irão carregar para o resto de suas vidas. Todas essas conseqüências eu acho que são reais e devem ser expostas, mas não acho que isso vai impedir alguém de transar na hora que a coisa esquenta. Pois a camisinha e os psicólogos já foram inventados.
João falou em sua carta que “no amor não existe o medo, antes o perfeito amor lança fora o medo”.
Estamos falhando, porque a solução não é o terror e nem o medo, é o amor.
Acredito fielmente que a tarefa quase impossível de se guardar para o casamento não é conquistada por mais ou menos leis, por medo, mas sim por amor a Deus.
Se nós nos aproximarmos de Deus de tal forma que nos relacionemos com Ele como amigos íntimos, entenderemos o que Ele fez na cruz por nós. Aí sim começaremos a entender que não temos que obedecer a bíblia para não ir para o inferno ou para não receber castigo de Deus, mas sim porque amamos e somos gratos para com aquele que nos salvou.
Alguns podem até cair, pois nem sempre permanecemos focados em Deus, mas assim que o Espírito nos lembra do evangelho, voltamos a querer, acima de nossas vontades, agradá-Lo em gratidão.
Acredito que uma boa conversa preventiva, uma boa educação em casa e na igreja ajudam, mas acredito fielmente que a boa conduta de alguém está baseada no amor e na gratidão de uma pessoa que foi salva por Cristo.
9.6.09
Podcast JVnaEstrada.com - n.004: Meus Pais se Separaram, e Agora!?

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5.6.09
Evangelho brasileiro: Um pára-brisa estilhaçado

Uns dias atrás, eu estava dirigindo em uma auto-estrada quando o caminhão da frente fez com que uma pedrinha voasse e pegasse no pára-brisa do meu carro e fez um pequeno buraquinho no vidro. Quando ouvi o barulho tomei um susto, mas logo vi que não passava de um pequeno buraquinho, quase nada.
O problema é que de um buraquinho se tornou uma rachadura e, com o tempo só foi aumentando.
É interessante que o vidro não estilhaçou em cima de mim. Ele foi feito para, mesmo quebrado em várias partes, ficar preso um no outro. Mas eu já vi antes o que acontece com os pára-brisas rachados. Com o tempo, eles ficam em pequenos fragmentos de vidro, até chegar o ponto onde caem por completo. Como um pedaço inteiro!
Tenho a impressão de que algum caminhão jogou uma pedrinha uns 30 anos atrás no pára-brisa de nós, evangélicos no Brasil.
Desde a reforma, nós protestantes temos como característica as divergências de interpretação entre uns e outros. Acredito que isso aconteça pelo fato de termos livre acesso às escrituras.
Mas, nos últimos anos, confundimos o livre exame das escrituras com a livre interpretação das escrituras. E o que é pior, caímos em uma igreja com líderes personalistas, uma igreja não mais centralizada na palavra, mas nos líderes, pastores, bispos e apóstolos.
Nas últimas décadas novas igrejas estão brotando como ervas daninhas no Brasil. Os desavisados logo falariam um ALELUIA bem forte e dariam um sorriso por estarem presenciando o avivamento tão esperado.
Mas, infelizmente, não é esse o nosso caso. Quando vamos observar, o surgimento das novas igrejas, em sua grande parte, é fruto de divisões de líderes cegados por sua vontade e seus sonhos e que não conseguiram permanecer em uma igreja na qual eles não estavam no controle.
Esse movimento gerou igrejas, de certa forma, mais contextualizadas aos nossos dias, mas por outro lado, igrejas cercadas por líderes com mega egos, que tratam as igrejas que fundaram como se fossem deles, se colocando no lugar do Espírito de Deus.
Alguns, na década de 70 e 80, podiam até dizer que era um pequeno movimento paralelo a instituição eclesiástica, algo insignificante como uma pequena rachadura, mas vemos que depois de algumas décadas a igreja evangélica brasileira se fragmentou por completo em pequenos pedaços que se romperam um dos outros há tempos, mas que ainda não estilhaçou.
Hoje, falar em uma representatividade dos evangélicos brasileiros perante as autoridades e órgãos de comunicação é motivo de piada.Existem centenas de pastores que só representam os seus próprios impérios, os seus reininhos.
O grande problema é que se continuarmos dessa forma, assim como o meu pára-brisa, a igreja brasileira vai chegar ao seu limite de fragmentação e desunião, aí ela cairá por inteiro!
Deus tenha misericórdia de nós.
1.6.09
O que você quer, agua de poço ou agua corrente?

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“eu consegui ser assaltado sem arma no Rio de Janeiro”
“O Graal do poço de Jaco era em Samaria”
“Os samaritanos misturou a raça eleita, mudou a torah e inventou um templo novo”
“Era profanar seu próprio corpo comer nas vasilhas dos Samaritanos”
“Jesus enxergou nela algo que nenhum outro homem enxergou”.
“O xaveco do pára-lama”.
“Temos a mania de julgar pelas nossas experiências entrando em preconceitos”
“Deus só vê por completo, nunca pela metade”
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